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16 de Julho de 2019

Dinheiro, depressão e as escolhas que você faz

ADVOGADO DIGITAL
Publicado por ADVOGADO DIGITAL
há 8 meses



Dinheiro é bom, sim. Quem é que gosta de andar num trem lotado, todo amassado? Desejar consumir o básico e não ter acesso? Olhar para os seus filhos e não poder dar a eles condições de competirem de igual para igual com crianças de sua idade? Hipócrita é quem diz que dinheiro não é bom.

Mas iludido é quem bate no peito e fala: “dinheiro traz felicidade”. Segundo números da Organização Mundial da Saúde, os campeões da depressão são os países ricos:

21% da população da França, 19,2% da população dos EUA e 17,9% da população da Holanda tiveram pelo menos um episódio de depressão na vida. Todos os países citados possuem alta renda per capta e são considerados países desenvolvidos.

Eu conheço os dois lados da moeda e posso confirmar essa estatística, por ter me relacionado e ainda me relacionar com muitas pessoas simples em minha vida, sorridentes, alegres e, principalmente, felizes, apesar de todas as dificuldades. Por outro lado, já vi muita gente rica vivendo à base de antidepressivos, com a conta bancária gordinha, mas com o coração vazio e solitário, vivendo numa jaula imaginária para se proteger de todos que se aproximam.

Nem a riqueza, nem a pobreza podem ser rotuladas como geradores de felicidade ou infelicidade. Feliz é aquele que está rodeado de pessoas que ama, de amigos sinceros e de um propósito que lhe dará sentido em todas as manhãs quando acordar. Feliz é quem tem propósito.

A propósito, o dinheiro compra uma cama, mas não compra o sono. Compra o melhor plano de saúde, mas não compra a cura de uma doença em que a medicina disse ‘não’. Compra momentos alegres, mas não a felicidade. Também compra água mineral francesa e garrafas de vinhos de cinquenta mil dólares, mas não é capaz de matar a sede de justiça, de amor e de significado.

No último dia de sua vida, se você pudesse escolher quem passaria esse dia com você ao seu lado, certamente não seria com o seu gerente do banco, que faz a gestão de sua fortuna, nem na companhia de todos os seus diplomas, títulos, conquistas ou até mesmo com os puxa-sacos de plantão. Nesse dia, se fosse possível escolher e prever, você certamente preferiria estar ao lado das pessoas mais importantes de sua vida.

Como conciliar esse aparente paradoxo? Eu sempre pensei que todo projeto que realizei nos últimos 20 anos – as horas que trabalhei e as incontáveis viagens de negócios que fiz – tudo isso foi com a finalidade de proporcionar aos que amo o melhor, ainda que eu sempre soubesse que a minha presença é fundamental para todos. Assim, estive muito presente até durante minha ausência física, ao contrário dos que chegam cedo em casa, mas passam o tempo na frente da TV.

Envolva sua família em seus projetos. Ainda que eles não trabalhem com você, porque quando você viajar ou trabalhar num fim de semana, eles também estarão ao seu lado onde quer que eles fiquem à sua espera. Viajarão sem sair de casa, porque eles se sentem parte de seus projetos e não meros apoiadores de seus sonhos. Serão donos deles juntamente com você.

Não trabalhe por dinheiro. Pessoas valem mais do que coisas. No meio de tudo isso, o dinheiro será conquistado na medida de sua competência em produzir e empreender. Quando o dinheiro chegar, desfrute-o, faça-o trabalhar para você em vez de se tornar o seu escravo.

E para não escrever um texto bonitinho e politicamente correto, desfrute com sua família suas conquistas e principalmente com a pessoa que sempre esteve ao seu lado lhe apoiando, em vez de trocá-la aos 40 anos de idade por duas mulheres de 20 – o que, infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum (pode chorar à vontade nos comentários se não gostou).

Certamente, no dia de nossos velórios, os que realmente venceram na vida, sejam eles pobres ou ricos, serão aqueles que deixarão saudades e não os que vão deixar filhos mal resolvidos que passarão toda a vida sendo filhos órfãos de pais vivos, porque, em casos assim, com dinheiro ou sem dinheiro, mais um miserável será enterrado e esquecido.

(Por: Flávio Augusto da Silva / Fonte: Portal Administradores)

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40 Comentários

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Que texto gostoso de se ler... Traz um momento de reflexão e ponderarão. Geralmente, os operadores do Direito que dedicam em suas respectivas áreas de atuação, têm o retorno financeiro tão almejado nos anos de faculdade. Entretanto, não é comum que a felicidade presumida pela estabilidade financeira não se concretiza. Por isso, sempre digo: seja feliz hoje!!! Pelo que você já tem (vida, saúde, amigos, família entre outros ou até a chance de mudar qualquer realidade das coisas não estão como se deseja). Não transfira sua felicidade para "estações" lá na frente, mas aproveite (feliz e grato) o "trajeto" entre elas. A verdadeira felicidade consiste na liberdade de fazer aquilo que o seu coração deseja. "Silvimar Charlles" continuar lendo

Que ótimo comentário! Nós agradecemos imensamente a sua participação! Sucesso em sua jornada! Abraços da Equipe Advogado Digital! continuar lendo

"SE o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta." (Salmos 127) continuar lendo

Excelente texto, causa uma reflexão profunda sobre os momentos em que nos preocupamos com a situação financeira do cotidiano e acabamos deixando a família ou os meros detalhes da vida passarem despercebidos. O ser humano precisa aprender a apreciar e valorizar as coisas mínimas da vida, por mais simples que sejam, pois é em cada detalhe que descobrimos o quanto a vida é passageira, e porque o AGORA se chama PRESENTE. continuar lendo

1 Timóteo 6:10
“Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

“Desviar-se” provém da palavra grega “apeplanithisan” e significa: “ser levado fora do caminho, ser seduzido.” Pessoas que se desviaram, em determinado momento estavam andando no caminho certo, mas devido a uma decepção, não mais seguiram, foram levados para fora do caminho. Eles se desviaram. Paulo está se referindo as pessoas “que se desviaram da fé”, o que, consequentemente, deixa claro que eles estiveram uma vez na fé.

A sedução das riquezas fará os enganados por elas vaguearem para longe da fé. Usando a parábola da videira em João 15, isto corresponde a não permanecer firme na videira. Como resultado, isto implica em um solo infértil – a terceira categoria da parábola do semeador – uma vez que não há como dar frutos se não estiver ligado à videira1. Por fim, se não há um verdadeiro arrependimento, e uma conversão, no fim seremos cortados da videira e classificados como aqueles galhos a serem queimados (João 15:2,6).

Voltando a questão da riqueza é óbvio que ela é um inimigo mortal à fé; é um assassino da fé em primeiro grau. Quando o amor ao dinheiro entra em cena, a fé vai-se embora. Deus nos fornece bênçãos materiais, para suprir nossas necessidades, mas querer se tornar rico, querendo ser “abençoado” a qualquer custo com riquezas NÃO é algo que devemos fazer. Em vez disso, eis o que devemos fazer:

Hebreus 13:5-6
“Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?”

Estamos fazendo isso? Estamos satisfeitos com o que temos? Nossa vida é livre do amor ao dinheiro ou estamos correndo atrás de riquezas? Vamos pensar e fazer os ajustes que sejam necessários. continuar lendo

O mundo não está preparado para que as pessoas possam ser felizes sem dinheiro.
Estranhos os caminhos que a humanidade escolhe para sua evolução (?).
Mas o homem precisa obter coisas e coisas em nosso mundo são valores.
Felicidade é apenas um estado de espírito?
Acho que sim. Por isso nunca é plena, nunca é infinita.
Mas, por que é tão importante e por que é tão perseguida essa tal felicidade?
A busca incessante pela felicidade nos traz frustações e estas, nos tornam infelizes. continuar lendo

O autor do texto falou muito... Mandou bem e fica a dica para os leitores.

Na verdade, corroboro com esta tese:
DINHEIRO, O ÍDOLO MAIS ADORADO NESTE SÉCULO

O dinheiro é mais do que uma moeda; é um ídolo.
O dinheiro é um deus, o deus Mamom, e no altar de Mamom, muitos vivem e morrem; casam-se e divorciam-se; corrompem e são corrompidos; roubam e assaltam; mentem e são vítimas da mentira.
O dinheiro em si é bom, mas o amor do dinheiro é a raiz de todos os males.
O problema não é ter dinheiro; é o dinheiro nos ter.
O problema não é possuir dinheiro; é ser possuído por ele.
O problema não é carregar dinheiro no bolso; é carregá-lo no coração.
Pensamentos do escritor Hernandes Dias Lopes. continuar lendo

Dra Fátima Burégio, suas citações "enriqueceram" (não em dinheiro) o já bonito texto do autor. continuar lendo